Oi professor (a), tudo bem com você? Hoje vou te contar uma história. Naquela semana, eu tinha três turmas para fechar nota, um conselho de aula para preparar e mais uma reunião pedagógica marcada para o final da tarde.
Entre um café esfriando na mesa e uma pilha de atividades ainda por combinar, eu peguei pensando se algum dia isso tudo seria diferente. Não menos cansativo, mas diferente.
Foi quando meu próprio filho me apresentou o ChatGPT em uma conversa informal no jantar... Isso aconteceu assim que a ferramenta foi lançada. No início não dei muita importância, não achei que fosse algo tão extraordinário assim... Pobre de mim. O tempo passou e claro, eu aderi desde o início. Recomendo que você leia aqui!
Conforme as "Ias" foram tomando diversos setores da economia, um artigo científico me levou a uma reflexão: "Será que um dia a inteligência artificial vai me substituir"?
Confesso que esse pensamento me causou um desconforto. Porque a gente fala muito sobre tecnologia, mas pouco sobre o que ela representa para quem está na sala de aula todos os dias, tentando equilibrar conteúdo, cuidado e contexto.
Este texto não é um debate técnico. É um convite à reflexão. Porque por trás de todas essas ferramentas e avanços, existe uma pergunta que vai além da inovação: o que só o ser humano pode fazer dentro de uma sala de aula?
O que a IA realmente pode fazer na escola
Quando eu comecei a explorar o uso da inteligência artificial na minha rotina, confesso que estava cansada. Eu precisava encontrar uma forma de otimizar meu tempo sem perder a qualidade do que entregava aos meus alunos. Foi aí que percebi o quanto essa tecnologia poderia colaborar.
Hoje, consigo automatizar tarefas que antes levavam horas. Já pedi para a IA montar uma prova com questões de múltipla escolha, gerar um roteiro de aula sobre determinado conteúdo, criar respostas mais simples para alunos com dificuldades e até atividades criativas criativas alinhadas à BNCC.
Também uso IA para revisar textos, montar rubricas de avaliação, propor metodologias ativas e criar materiais visuais para enriquecer minhas aulas. É como ter um assistente disponível 24 horas por dia, pronto para executar o que eu peço com rapidez e precisão.
Mas é importante dizer: a IA apenas executa comandos . Ela não percebe quando um aluno está triste, não entende que uma turma está desmotivada, nem percebe o olhar de um estudante que está prestes a desistir. Ela entrega o que você pede, mas não enxerga o que você sente.
É aí que mora a diferença. Porque o planejamento pode até vir pronto, mas a forma como ele será aplicado, ajustado e vivido depende da escuta, da presença e da sensibilidade que só o professor tem.
O que a IA não pode fazer (e nunca vai conseguir)
Lembro de uma aula em que eu estava explicando um conteúdo de Geografia, e percebi que um dos alunos, que geralmente participava bastante, estava quieto demais. O conteúdo era o mesmo, a metodologia também, mas algo ali não estava bem. Parei a explicação no meio e perguntei se ele queria conversar depois da aula.
No fim daquele dia, ele me contou que os pais estavam se separando e que ele não conseguia se concentrar em nada. Ele não pediu ajuda mas também confessou que não tinha "cabeça" para prestar atenção na aula.
Na semana seguinte, adaptei o ritmo da aula, incluí atividades mais leves e criei um espaço para que a turma pudesse falar sobre suas emoções, sem que aquilo virasse "tema de redação". Foi uma aula difícil, mas foi uma das mais humanas que já dei.
Nenhuma inteligência artificial teria percebido isso. Porque a IA não sente quando um aluno se desconecta , não entende o motivo de um silêncio longo, não sabe o que fazer quando alguém chora no meio da aula. Ela não acolhe, não improvisa, não reconstrói vínculos.
Ensinar não é apenas transmitir conteúdo. É formar pessoas, acolher histórias, cuidar de presenças frágeis que muitas vezes só se manifestam quando o professor está atento. E isso, nenhuma máquina pode replicar.
O professor que se adapta lidera a mudança
Ser professor no século XXI é mais do que dominar conteúdos. É entender que o mundo mudou — e com ele, a forma como os alunos aprendem, interagem e se relacionam com o conhecimento. A tecnologia, especialmente a inteligência artificial , já faz parte da realidade escolar. Ignorar isso é como fingir que o quadro negro ainda é a única ferramenta disponível.
Mas aqui está a verdade: não se trata de competir com a IA , muito menos de ter medo dela. Trata-se de aprender a usá-la a nosso favor.
A tecnologia pode ser uma ponte, nunca um substituto. Quando usada com sabedoria, ela libera o professor do excesso de tarefas repetitivas e abre espaço para o que realmente importa — o contato humano, a escuta, a mediação.
Quem aprende a dominar essas ferramentas permanece útil. Porque a IA pode organizar dados, mas não ensina com alma . Pode sugerir atividades, mas não construir laços . Pode gerar conteúdo, mas não transformar vidas com um olhar, uma palavra, uma escuta verdadeira .
O professor que se adapta não perde espaço. Pelo contrário, ele lidera. Ele mostra o caminho. Ele ensina alunos — e colegas — a não temer a tecnologia, mas a integrá-la à prática com consciência, ética e propósito.
Para Concluir
A verdade é que a sala de aula já não é mais a mesma, e o professor que insiste em ignorar as mudanças tecnológicas corre um risco real: o de se tornar irrelevante. Pode parecer duro, mas é real. Enquanto você ainda hesita em usar inteligência artificial , tem gente usando o ChatGPT para planejar aulas inteiras , criar avaliações completas ,para planejar aulas inteiras, criar desenhos completos, adaptar conteúdos e ganhar tempo para o que realmente importa — o aluno.
E o tempo está passando. A cada semana que você adia esse aprendizado, mais distante fica da linguagem que a educação já começou a falar. Não saber usar IA hoje é como não saber ligar um projetor ou montar um plano de aula no Word há 20 anos.
Se você quiser continuar sendo referência em sua escola, se quiser manter sua autonomia e sua criatividade na prática docente, precisa dominar essa ferramenta. E o melhor caminho para isso é começar do início, sem medo, sem pressa, mas com método.
Por isso, indico um material direto ao ponto: o e-book "IA para Iniciantes – Um Guia prático sem enrolação para você ir direto ao ponto. Ele foi feito para quem nunca usou inteligência artificial e quer entender, passo a passo, como o ChatGPT pode ajudar a criar atividades, planejar aulas, montar avaliações e até adaptar conteúdos para alunos com dificuldades.
Garanta o seu agora clicando na imagem a seguir e comece a transformar sua prática ainda hoje. O que você está esperando? A tecnologia já está pronta. A pergunta é: você está?
Compartilhe este texto com outros professores que ainda estão dando os primeiros passos. Me ajude a abrir esse caminho?
Gratidão!
2 Comentários
a IA é uma ferramenta que pode ajudar muito na educação, mas não substituir um professor. Um professor ensina, motiva, entende as emoções dos alunos e adapta as aulas conforme a necessidade de cada um
ResponderExcluirÉ verdade, por mais modernas que as máquinas podem ser, elas não conseguem sentir empatia, amor, respeito e dignidade! Obrigada por comentar! Professora Camila Teles.
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Professora Camila Teles