Oi, professor ( a) ! Tudo bem com você? Professora Camila aqui. Se tem um assunto que divide opiniões entre os educadores é o uso da tecnologia em sala de aula.
Enquanto alguns já se sentem à vontade para testar aplicativos, montar jogos interativos ou explorar plataformas digitais, outros ainda travam só de ouvir falar em usar algo além do quadro e do livro. Eu entendo perfeitamente quem se sente assim.
A verdade é que muitos professores ainda se sentem inseguros quando o assunto é tecnologia. Alguns têm medo de não saber usar, de perder tempo, de não conseguir acompanhar os alunos ou até de parecerem “despreparados” diante da equipe gestora.
Outros até têm vontade de aprender, mas esbarram na falta de tempo, nos recursos limitados da escola ou na sobrecarga que já enfrentam com tantas outras demandas.
E no meio disso tudo, fica a dúvida: será que vale a pena mesmo investir energia nisso? Será que não vai atrapalhar mais do que ajudar?
Se você já se fez essas perguntas, quero te dizer que você não está sozinho. Eu mesma já duvidei do uso da tecnologia em sala e demorei um tempo para encontrar caminhos que fizessem sentido na minha realidade. Mas quando entendi que ela não precisa ser algo complicado — e que pode, sim, facilitar a nossa rotina — tudo ficou mais leve.
Neste texto, vou te mostrar como a tecnologia pode ser uma aliada de verdade no seu dia a dia como educador. Não vou falar de coisas difíceis nem de ferramentas mirabolantes. Vou te apresentar recursos simples, práticos e acessíveis, que qualquer professor pode começar a usar ainda essa semana — mesmo que nunca tenha testado nada do tipo antes. Vamos começar!
Por que a tecnologia se tornou tão importante na educação
Durante muito tempo, eu resisti a usar tecnologia nas minhas aulas. Não porque achasse desnecessário — mas porque me sentia insegura, com medo de não conseguir dominar as ferramentas, de dar tudo errado na frente dos alunos ou de perder tempo com algo que não funcionaria na prática.
Lembro até hoje da primeira vez em que tentei usar o PowerPoint para apresentar um conteúdo em sala.
Parecia simples: montar os slides, projetar e explicar. Mas foi um caos. Eu apanhava para configurar os textos, não sabia escolher o fundo, os elementos saíam todos desalinhados e, para piorar, na hora de apresentar, o vídeo não rodava.
Me senti frustrada, desmotivada e, por um tempo, voltei para o velho esquema do quadro e da voz. Porque, sinceramente, era mais seguro.
Só mais tarde, com calma, orientação e treino, fui entendendo que a tecnologia não precisava ser um monstro — e que ela podia, sim, me ajudar. O ponto é que o mundo mudou, os alunos mudaram e a nossa prática docente precisa acompanhar essas transformações.
Hoje, as crianças e adolescentes estão mergulhados em telas desde muito cedo. Eles aprendem, se comunicam e se expressam com o apoio da tecnologia.
Chegam na escola esperando encontrar um ambiente que dialogue, pelo menos um pouco, com essa realidade. Não se trata de competir com o celular — mas de usar a tecnologia a favor da aprendizagem.
O ensino precisa ser mais dinâmico, mais visual, mais interativo. E isso não significa que a gente precise virar youtuber ou saber programar. Significa entender que existem caminhos mais atrativos para chegar até o aluno — e que muitos deles passam, sim, pela tecnologia.
Além disso, a escola também tem um papel formativo nesse universo digital. Não basta apenas proibir o uso de aparelhos ou ignorar as redes sociais. Aliás eu fiz um texto falando sobre isso. Leia a seguir:
Uso do celular na sala de aula: Proibir ou Liberar
Precisamos formar alunos críticos, capazes de usar a tecnologia com responsabilidade, ética e consciência. E isso só é possível quando o próprio professor assume esse processo, experimenta e mostra, na prática, como navegar por esse mundo com sabedoria.
Eu precisei tropeçar bastante para entender isso. Mas hoje tenho certeza: a tecnologia não substitui o professor — ela potencializa. E quem entende isso sai na frente, não só em resultados, mas também em conexão com os alunos
Conheça o treinamento que está revolucionando a prática docente clique na imagem
Os principais medos e mitos sobre tecnologia na educação
Quando se fala em usar tecnologia na sala de aula, é comum ouvir frases como: “Isso dá muito trabalho”, “Não tenho tempo para aprender”, ou ainda “Eu não levo jeito pra isso”. E olha, eu mesma já disse tudo isso em algum momento da minha carreira.
O medo de não saber mexer, de errar na frente dos alunos ou de parecer ultrapassada é mais comum do que a gente imagina.
A verdade é que, por trás desses medos, muitas vezes está uma crença de que só quem entende muito de tecnologia consegue aplicar esses recursos com eficiência. E isso simplesmente não é verdade. Não é preciso ser especialista, nem dominar mil ferramentas para começar.
O que faz diferença é ter curiosidade, disposição para aprender aos poucos e vontade de melhorar a prática docente.
Eu demorei para entender isso. Achava que usar tecnologia significava preparar aulas cheias de efeitos, jogos elaborados, ferramentas complexas. E como minha rotina era (e ainda é) corrida, acabava desistindo antes de tentar.
Mas depois que comecei a explorar recursos simples, percebi que dá para inserir a tecnologia de forma leve, respeitando meu ritmo e a realidade da minha escola.
A tecnologia só é útil quando faz sentido para o professor e para os alunos. Então, se você nunca usou nada, não precisa começar com algo mirabolante.
Comece com o que te parece mais prático. Pode ser um formulário para revisar conteúdo, um vídeo curto, uma imagem criada com IA, ou até um slide com ilustrações diferentes. O importante é dar o primeiro passo — e ir testando o que funciona com a sua turma.
Aos poucos, a confiança cresce. Você vai perceber que não é um bicho de sete cabeças. E o melhor: vai começar a sentir os benefícios no seu dia a dia. Planejar fica mais ágil, as aulas ganham mais dinamismo e os alunos participam com mais interesse.
Então, se você ainda tem dúvidas ou medos, saiba que isso é normal. Mas também saiba que é possível começar com pouco, aprender no caminho e transformar sua prática sem abrir mão da sua essência como educador.
Como começar: ferramentas tecnológicas simples e gratuitas
Se tem uma coisa que me ajudou a vencer o medo da tecnologia foi descobrir que existem ferramentas simples, gratuitas e muito intuitivas — daquelas que qualquer professor consegue aprender usando sozinho, com calma e curiosidade.
Hoje, quero compartilhar algumas das que mais me ajudaram a transformar minhas aulas e que, até hoje, continuam presentes na minha rotina.
A primeira é o Google Forms. No início, eu usava apenas para criar avaliações rápidas, como quizzes de múltipla escolha. Depois, fui descobrindo outros usos: coleta de opiniões da turma, autoavaliação, devolutiva sobre projetos e até enquetes para iniciar debates.
Ele é fácil de usar, permite correção automática e dá uma visão clara dos resultados. Uma mão na roda para quem quer começar a avaliar de forma mais prática.
Outra ferramenta que uso bastante é o Canva. Com ela, consigo criar apresentações, cartazes, infográficos e até cronogramas visuais para sequências didáticas.
O que mais gosto no Canva é que ele oferece modelos prontos, que a gente só precisa adaptar.
Não precisa ter nenhuma habilidade com design — é tudo arrasta e solta. Já usei para montar slides mais atrativos, organizar planos de aula visualmente e até criar jogos de tabuleiro com conteúdos escolares.
O Padlet é outro recurso que vale a pena conhecer. Ele funciona como um quadro virtual colaborativo. Já usei em atividades onde os alunos postavam fotos, respostas ou reflexões.
É ótimo para aulas mais participativas, principalmente quando quero sair do formato tradicional. Mesmo em escolas sem computador individual, dá para usar com um celular na sala, projetando o conteúdo e fazendo juntos. Usei bastante na pandemia.
E, claro, não posso deixar de falar do ChatGPT. Uso diariamente para gerar ideias, montar esboços de planejamento, reescrever orientações, adaptar atividades e até criar questões avaliativas. É um verdadeiro assistente pedagógico. A chave é saber fazer pedidos claros e sempre revisar o que ele entrega. Eu já escrevi sobre isso e vou deixar no link abaixo:
Como eu uso ChatGPT na minha prática docente
Essas ferramentas foram minha porta de entrada para o uso consciente da tecnologia. Não precisa usar todas de uma vez. Escolha uma, explore com calma e vá testando na sua prática. O importante é começar. Aos poucos, a tecnologia deixa de ser um obstáculo e vira uma aliada real no seu fazer pedagógico.
Conheça o treinamento que está revolucionando a prática docente clique na imagem
Tecnologia não é só ferramenta: é também postura
Com o tempo, eu fui percebendo que usar tecnologia em sala de aula vai muito além de aprender a mexer em um aplicativo ou criar atividades online.
Mais do que dominar ferramentas, o mais importante é ter clareza sobre o papel da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem — e, principalmente, o nosso papel como educadores nesse novo cenário.
A tecnologia, por si só, não resolve nada. Um vídeo bem produzido ou uma atividade interativa só fazem sentido quando têm propósito pedagógico.
Caso contrário, viram apenas mais um conteúdo jogado, sem conexão real com a aprendizagem. Já vi muita gente empolgada com recursos novos, usando mil ferramentas na aula, mas sem pensar se aquilo estava mesmo contribuindo para o que o aluno precisava aprender.
Foi aí que entendi que a verdadeira transformação vem da postura do professor diante da tecnologia. Somos nós que damos sentido ao recurso.
Somos nós que decidimos quando usar, como usar e por que usar determinada ferramenta. E é por isso que o uso da tecnologia precisa ser sempre consciente, ético e intencional.
Também cabe a nós mediar as experiências digitais dos alunos. Não basta colocar um vídeo, um jogo ou uma plataforma e deixar que eles explorem sozinhos.
Precisamos orientar, questionar, provocar reflexões, mostrar o que é relevante e o que pode ser descartado. Isso vale ainda mais no contexto atual, em que os estudantes já chegam à escola com acesso a muita informação, mas sem filtros nem critérios.
A tecnologia pode ser uma ponte poderosa entre o conteúdo e o interesse do aluno. Pode aproximar, facilitar, engajar.
Mas também pode dispersar, confundir e distrair, se for usada sem critério. Por isso, nosso olhar pedagógico continua sendo indispensável. Somos nós que colocamos limites, que damos direcionamento e que usamos essas ferramentas como extensão do nosso trabalho — e não como substituição.
Quando a gente entende isso, tudo muda. A tecnologia deixa de ser um desafio e passa a ser aliada. Não importa se você usa muito ou pouco. O importante é saber por que está usando — e o que quer provocar com isso. Essa consciência é o que faz a diferença na prática docente.
Conheça o treinamento que está revolucionando a prática docente clique na imagem
Pequenas ações que já fazem diferença
Quando comecei a explorar a tecnologia de forma mais intencional nas minhas aulas, não fiz grandes mudanças de uma vez.
Eu não tinha tempo, nem estrutura, nem domínio técnico. Então fui devagar, testando uma coisinha aqui, outra ali, vendo o que funcionava e o que precisava ser ajustado. E, sinceramente, foi isso que me deu segurança para continuar.
Lembro que a primeira ferramenta que comecei a usar com mais frequência foi o Google Forms.
Criei um formulário simples para revisar o conteúdo de uma prova com o 8º ano. Foram poucas questões objetivas, só para retomar os conceitos mais importantes.
Em vez de fazer no quadro como sempre fazia, enviei o link pelo grupo da sala e corrigi com eles em tempo real, projetando as respostas. A turma ficou animada, os mais tímidos participaram e eu consegui perceber, com clareza, onde ainda havia dúvidas.
Outra pequena mudança foi no uso do Canva. Comecei a criar slides mais visuais para introduzir temas novos.
Nada muito elaborado, mas só o fato de trocar os blocos de texto por imagens, mapas e esquemas já fez com que os alunos prestassem mais atenção. Passei a usar isso também para apresentar os combinados da semana ou os critérios de avaliação. Tudo ficou mais organizado — e mais agradável de ver.
Também comecei a usar o ChatGPT para ganhar tempo no planejamento. Hoje em dia, quando estou com a mente cansada e preciso de uma ideia para começar, recorro a ele.
Já pedi esboços de sequência didática, sugestões de atividades práticas e até adaptação de um conteúdo difícil para alunos com dificuldade de leitura. Isso me ajuda demais a sair do bloqueio e a pensar com mais clareza.
Meu conselho para quem ainda está no começo é: escolha uma única ferramenta para testar nesta semana. Pode ser usar o Canva para montar um slide, o Forms para revisar uma aula ou pedir ao ChatGPT ideias para uma atividade.
Comece pequeno, com algo que você consiga aplicar dentro da sua realidade. Não precisa fazer tudo — precisa começar. E quando você perceber o impacto positivo, vai querer continuar explorando. Porque sim, pequenas ações já fazem uma enorme diferença.
A tecnologia não veio para substituir o professor — ela veio para servir à educação. E quando a gente entende isso, tudo muda. Deixa de ser um peso, uma cobrança, ou uma moda passageira, e passa a ser uma aliada real no nosso dia a dia.
O foco continua sendo o aluno, a aprendizagem e o nosso olhar pedagógico. A tecnologia entra como apoio, como ponte, como ferramenta que potencializa o que já fazemos com tanto esforço e dedicação.
Se você se sente inseguro ou acha que ainda não está pronto, tudo bem. O importante é dar um primeiro passo, mesmo que pequeno. Testar uma ferramenta, adaptar uma atividade, repensar uma aula com base em algo novo. Não precisa mudar tudo de uma vez.
Comece por algo simples, dentro da sua realidade, e observe o impacto. Às vezes, uma mudança leve já transforma a forma como os alunos respondem e como você se sente em sala.
E se você já experimentou alguma tecnologia ou está pensando em testar, que tal compartilhar sua experiência? Escreva aqui nos comentários como tem sido sua caminhada com a tecnologia na educação.
Conheça o treinamento que está revolucionando a prática docente clique na imagem
Quer aderir ao uso de ferramentas tecnológicas na educação de uma vez por todas?
O treinamento Inteligência Artificial para Professores foi feito para você que quer planejar aulas com mais agilidade, adaptar atividades com facilidade, personalizar o ensino e ainda engajar seus alunos com ferramentas atuais — tudo isso mesmo sem saber nada de tecnologia.
Você vai aprender, passo a passo, como usar o ChatGPT e outras no seu dia a dia, com exemplos práticos, linguagem simples e aplicabilidade imediata.
Chega de perder horas montando aula, quebrando a cabeça para criar avaliações ou sentindo que está ficando para trás. Com a IA como sua aliada, você ganha tempo, confiança e pode focar no que realmente importa: ensinar com propósito.
Conheça o treinamento que está revolucionando a prática docente clique na imagem
Gratidão!
0 Comentários
Gostou do conteúdo?
Compartilhe e participe do debate deixando seu comentário.
Inscreva-se para receber novidades!
Faça parte da nossa comunidade de aprendizado.
Obrigada por ler e compartilhar!
Professora Camila Teles